Pai e a madrasta são acusados do assassinato de Isabella, em 29 de março de 2008
A duas semanas do que deve ser o júri do ano, blogs e páginas no microblog Twitter clamam por Justiça no caso da morte da Isabella Nardoni. A acusação contra o pai e a madrasta da menina, que morreu aos cinco anos em 29 de março de 2008, é de homicídio doloso (com intenção de matar). Presos desde então, eles devem ocupar o banco dos réus no próximo 22, em São Paulo.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ocuparam as manchetes com as investigações do caso durante quase um mês, até que a polícia concluiu que o próprio pai havia jogado a garota da janela do 6º andar do prédio onde morava o casal, na zona norte de São Paulo. Antes, a madrasta teria asfixiado Isabella por descontrole emocional. Ambos negam as acusações.
Quase dois anos depois do crime, até hoje contestado em inúmeras versões, internautas resolveram pregar a absolvição do casal na iminência do julgamento. O Twitter “Justiça justa” já segue mais de 1.500 twitteiros para espalhar a sua causa: inocentar os Nardoni em nome da verdade.
O perfil foi criado para divulgar um blog sobre Isabella. “Pensem, reflitam, ponderem. Temos o caso da Escola Base como exemplo. Existem muitas contradições. Não deram ao casal a mínima chance de defesa. Façam com que prevaleça a JUSTA JUSTIÇA!”, diz a página, referindo-se ao caso da escola em que os donos foram acusados pela polícia de terem abusado sexualmente de crianças, mas que acabou arquivado por falta de provas. A responsável pelo blog é a assistente social Paula da Silva Pereira, de 45 anos.
O julgamento
Nada disso, porém, deve ser levado em consideração pelas sete pessoas que comporão o júri popular que irá definir o destino de Alexandre e Anna. Na quinta-feira (4), o STF (Supremo Tribunal Federal) negou o último recurso que poderia adiar o julgamento. No pedido, a defesa pretendia retirar uma das acusações, a de fraude processual (alteração da cena do crime para manipular as investigações).
Com todos os habeas corpus negados até a última instância, o casal aguarda o julgamento nos presídios feminino e masculino de Tremembé (a 147 km de São Paulo).
Fonte: Uol
cforms contact form by delicious:days